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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

PAIS NO PARTO IV - Sexo na gestação: Percepção do homem


Oi turma! Tudo beleza.

Hoje decidir realizar uma pesquisa sobre sexo na gestação sobre a percepção do homem, trago para vocês um pouco de estudos, duvidas de blogs, depoimentos de páginas masculinas e etc, todas referencias logo ao final do texto. Lembrando que não deu para falar de posições, logo em seguida faço um texto com tudo sobre posições durante a gestação.

Vamos lá! Quando se fala de sexo na gestação muitas são as dúvidas, especialmente se for a primeira gestação do casal. Será que vou machucar meu bebe? O libido da minha parceira diminui? Aumenta? Ela não demostra querer sexo? Muitas questões enchem a cabeça dos homens e se não solucionas essas questões, poderá afetar no relacionamento do casal e até na vida social.

A forma que a sexualidade é vivenciada é singular em cada casal, vários fatores influenciam.
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* Para enfermeiro:
Nós enquanto enfermeiros devemos estar preparados para responder todas as dúvidas, lembrando que não há uma receitinha de bolo, uma vez que cada caso é um caso, e também não possuímos toda o conhecimento do mundo, é primordial que durante a consulta de pré natal possamos realmente entender a situação para saber a melhor forma de sanar as dúvidas. Esse seria um ótimo tema para palestras nas unidades.
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Como cada caso é um caso, as dúvidas serão variadas, para o homem a mulher pode parecer mais atraente considerando a gravidez bastante excitante, outros, no entanto, nem querem ouvir falar do assunto, seja o medo de machucar o feto ou a diminuição do libido, também fatores religiosos podem intervir, podemos lidar com situações em que tenham patologias (doenças) que venham a restringir sexo para o casal, esses fatores na visão do homem. Mas não podemos também esquecer a vontade e o momento da mulher, saber o seu tempo entender o seu querer será a ferramenta mais concreta para o sexo bem sucedido durante a gestação.

O primeiro cuidado que se deve ter, em relação à gestação, é um acompanhamento pré-natal adequado. Depois que iniciado pré-natal e identificado que está tudo bem, e não a fatores de risco o casal poderá ter uma vida sexual tranquila.

Algumas dúvidas:

Posso machucar o bebe durante a relação sexual?

Então talvez esse seja um dos motivos que mais restrinjam o sexo na gestação. Se na sua cabeça a essa preocupação, esqueça, seu bebê está bem protegido através de uma bolsa de líquidos (amniótico) e a menos que o sexo seja extremamente bruto, não haverá chance de machuca-lo.

Alguma situação onde não deve haver sexo?

Sim. Em algumas circunstâncias, como em casos de placenta prévia ou histórico de abortos espontâneos, os médicos aconselham os casais a não manter relações sexuais com penetração por algum tempo.

Estou mais excitado pela minha esposa é normal?

Com a mudança do corpo da mulher o homem pode se encantar com os seios turbinados, o bumbum mais cheinho e novas curvas o homem pode elevar a libido e ficar mais entusiasmados com o novo parquinho.

Percebo diminuição do meu desejo sexual também é normal?

Mudanças da libido durante uma gestação são comuns tanto para homens como para mulheres. Enquanto para alguns homens esse momento seja de autoafirmação, conseguiu engravidar a mulher e isso torna o casal mais próximo e melhora também a atividade sexual. Para outros homens, no entanto, o primeiro trimestre (e talvez a gravidez inteira) é um momento de menor desejo sexual, com o corpo da mulher menos divertido e atraente. Há também a constatação de que, quando a gestação terminar, a parceira terá se tornado mãe, algo que encaram como não necessariamente sexy.

Minha religião não permite, tudo bem?

Existem homens que dizem que a mulher grávida não deveria fazer sexo (não deveria ser tocada, deveria ser respeitada), eles a vêem inconscientemente como a representação da Virgem Maria, mãe de Jesus.

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* Para enfermeiro:
É fundamental que durante a consulta de pre-natal opiniões e preconceitos sejam deixados de lado, o importante é escutar o casal, saber se suas opiniões são correspondentes, e orienta-los que falta de sexo da gravidez por vezes, afasta o casal, e com os cuidados da mulher voltados para o bebê, o homem se sente abandonado e isto pode piorar a relação entre o casal. É importante que o casal saiba que o sexo praticado na gravidez contribui para o bem estar do casamento. Mas se os dois estiverem dispostos tudo bem, procurarem se apoiar nesse período.
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Minha esposa não quer fazer sexo, a culpa é minha?

Então algumas vezes fatores como insegurança, principalmente por fatores estéticos, sensação de que está gorda e com corpo deformado entre outro podem gerar esse sentimento e bloquear o sexo entre o casal. Muitas mulheres sentem vergonha das modificações corporais e se recusam a manter relações sexuais. O importante é você e a familiar apoiar essa mulher, e procurar faze-la encarar essas modificações corporais como algo de uma grandiosidade e beleza única, em pró do “filho amado”.
Outros fatores que podem afetar são que algumas mulheres podem ter a diminuição da libido, especialmente no primeiro trimestre onde os enjoos e indisposição podem minar qualquer avanço. No terceiro trimestre outro impedimento que pode aparecer é o tamanho da barriga, mas nesse caso basta investir em posições em que a barriga não seja pressionada.

Até quando podemos ter ralação sexual?

A princípio não há contraindicação, e vocês podem manter relações sexuais sem temor durante a gravidez toda. Mesmo com a penetração, o pênis não tem como machucar o bebê. Desde que não tenha contraindicação como conversamos no início.
O obstetra poderá pedir que vocês evitem o sexo no último trimestre caso você tenha histórico de trabalho de parto prematuro. Isso porque o sexo libera oxitocina na corrente sanguínea, o hormônio que ajuda o colo do útero a se preparar para o trabalho de parto, e também pode provocar contrações.

Sexo oral é permitido?

Sexo oral está liberado desde que nenhum dos dois seja HIV-positivo e não haja risco de infecção por alguma doença sexualmente transmissível.

E anal ?

Quanto ao sexo anal, ele pode ser feito, mas com cuidados especiais. A tendência a hemorroidas pode significar possíveis sangramentos no ânus. Também é necessário prestar muita atenção à higiene, nunca passando direto do sexo anal para o sexo vaginal, para que bactérias presentes no ânus não infectem a região da vagina.
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O importante em todas a situações é que o casal recorra para a conversa, pois a comunicação será a chave para uma perfeita vida sexual do casal.

Lembrando que toda mulher precisa de: Elogio e Carinhos!!

A gestante fica extremamente sensível e com a autoestima abalada quando seu corpo começa a mudar. E se a autoestima da mulher estiver afetada, certamente ela estará insegura com o que você está sentindo e achando dessa mudança corporal toda. Fale o quanto ela é e está bonita, que em breve ela terá o corpo de volta, mas que você também adora o corpo que ela tem hoje.

Faça carinhos
Se a mulher ainda não está no clima, invista em carinhos, massagem suave nas costas e ombros e beijos. Se mesmo assim o clima não aparecer é melhor tentar outro dia.
E uma coisa bem importante!!!

Sexo não é só penetração''

A mulher pode estar desconfortável com a penetração, especialmente nas últimas semanas de gestação. Mas se o desejo apareceu não haver penetração não é impedimento para receber ou dar prazer, é hora de investir em carícias mais quentes, masturbação, sexo oral ou mesmo brinquedinhos que podem apimentar e satisfazer o casal.

Alexandre Melo,

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Fontes da pesquisa, fiquem a vontade para saber mais:
*babycenter.com
*mdemulher.abril.com.br/
*almanaquedospais.com.br

*papodehomem.com.br/


PAIS NO PARTO III - Aceitação ou rejeição: Reflexos no desenvolvimento do bebê

Aceitação ou rejeição: Será que faz diferença no desenvolvimento do bebê??

    Bom pessoal aqui estamos nós em mais um post e dessa vez vamos falar sobre algo bem delicado. Será que a aceitação ou rejeição do bebe desde o ventre modifica algo no desenvolvimento do bebe? Fui direcionado a essa postagem, e não vou negar, é um tema ao qual não gosto de falar. Mas ao ler sobre o assunto fico imaginado se esse bloqueio ao falar sobre ausência ou rejeição de pai seja fruto do intempestivo relacionamento com meu pai. Pois é ao me deparar com trechos do estudo foi como se fosse direcionado para mim.

Então vamos lá vou resumir e comentando cada trecho.
Esse estudo é americano e está disponível no site hypescience.com.

     Então ele começa falando sobre a moldagem do ser humano ao logo de sua vida, e logo remete aos primeiros características das quais buscamos referência que são as dos nossos pais. Os dois juntos correspondem a um grande centro de informações e são as nossas primeiras formas de lidar com as adversidades da vida.

   O estudo relata que o pai tem uma grande importância no desenvolvimento da personalidade e que a rejeição é um tipo de experiência na qual demostra um grande efeito na formação da mesma, a sensação de rejeição é comparada a um soco no estomago. É demostrada que os mesmo campos do cérebro que são ativados durante a rejeição também são ativadas quando sentimos dor física, diferença é que a dor física passa, mas a dor da rejeição é recorrente.

- Como experiência própria comparo a uma grande lacuna na qual não é possível preencher, é como se a cada vez que imagino levasse um grande empurrão do precipício, uma sensação de como eu estivesse caindo em um buraco.

    É proposto também que aquela pensamento quando nós deparamos com crianças com baixo desempenho escolar, ou mal educadas que a “culpa é da mãe”, mas ele tras uma nova perspectiva, a de que isso pode ser causado por conta de problemas no relacionamento pai e filho. Uma vez que  mesmo na atualidade tenha a igualdade de gênero, a figura paterna ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder, fazendo assim que o sentimento de rejeição seja mais impactante.
A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

  A lição que finaliza tudo isso é: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

Alexandre Melo

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domingo, 28 de dezembro de 2014

Projeto estimula contato e aproxima pais e bebês após UTI


"Hospital carioca usa ataduras e iniciativa “canguru” para aproximar os pais de recém-nascidos que estiveram na UTI"

       Depois de nove meses de espera, o momento mais aguardado para os pais é aquele no qual eles podem conhecer o rosto de seus filhos, tocar e entrar em contato com aquela criança que esteve protegida na barriga da mãe durante toda a gestação. Para muitos pais, esse é o momento no qual começa a se criar o vínculo com o recém-nascido. Para outros, a experiência acaba sendo adiada.
Algumas crianças precisam de cuidados especiais logo depois que nascem. Seja por problemas de saúde, no parto, na gestação. Para se recuperarem e irem bem para casa, alguns bebês precisam passar um tempo pela UTI do hospital. E nesse momento, não é possível um contato muito próximo com os pais. Por problemas no parto, o filho de Carlos Vinícius da Silva, Heitor, precisou ir para a UTI Neonatal do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, logo após o nascimento.



      Ainda na incubadora, Carlos foi incentivado pela enfermeira a ter mais contato com o filho. “Só pude tocá-lo com a incubadora. Ela dizia que era importante. Eu não acreditava muito que faria diferença para ele tão pequenininho, mas eu notava que cada dia que eu passava lá, ele melhorava um pouco”, afirma. Quando o filho foi transferido para a Unidade Intermediária, Carlos foi convidado a participar de um projeto especial do hospital: o Pai Canguru. Com isso, passou a fazer mais visitas ao hospital e ter um contato maior com o neném.
       O Pai Canguru consiste em um contato pele a pele entre o recém-nascido e o pai. Por pelo menos 15 minutos diários, os dois ficam próximos, unidos com ataduras, e recuperam o “tempo perdido” pelo afastamento da UTI. “É muito emocionante, chorei igual criança”, relembra Carlos sobre o primeiro dia da aproximação. “Não parece que é muita coisa, mas a criança sente. Ela responde aos estímulos. Eu acariciava, tocava nele, conversava com ele e falava ‘vai ficar tudo certo!’ e ele respondia com um sorriso”, completa.

       A coordenadora da UTI e UI do Hospital Estadual Rocha Faria, Angelica Svaiter, diz que um dos objetivos do projeto é “fazer uma família”. Com um número maior de partos de adolescentes, ela acha importante aproximar o pai de todo o processo e passar para a mãe o sentimento de amparo. “O Ministério da Saúde preconiza sempre o vínculo afetivo entre mãe e filho, e faz um tempo que a gente vem preconizando a família. Como a cada dia mais temos partos de gestantes adolescentes, e as meninas ficam sozinhas, a gente conseguiu agregar o pai. A gente faz uma família”, explica. Mas o processo é importante para as mães de todas as idades, não apenas para as mais jovens. “A mãe se sente apoiada e o pai passa a vivenciar o momento. E quando você começa a fazer essa integração dentro de uma unidade hospitalar, já se cria o vínculo”, completa. Segundo Svaiter, com o projeto, o bebê apresenta uma evolução melhor, uma recuperação mais rápida e o ganho de peso é mais notado. Pai participante da iniciativa, Carlos concorda. “Você vê melhora no seu filho. Quando você vai pegá-lo de novo, sente que ele está melhor. Ele te olha com mais confiança, sabe que vai ficar tudo bem”, se emociona. 
     Para participar do Pai Canguru, os bebês precisam apresentar boas condições de saúde. Não podem estar em uso de oxigênio ou punção venosa, apenas com acesso venoso de tratamento. A criança precisa também estar sendo alimentada pela via oral e sem distúrbios respiratórios. Inicialmente o contato é feito por 15 minutos, mas esse tempo pode aumentar para meia hora e ser intercalado com a mãe. É preciso ver a reação da criança e quanto tempo ela suporta. O trabalho é realizado e acompanhado de perto pela equipe multidisciplinar do hospital, e acontece desde o segundo semestre de 2013. Há 15 dias no projeto, Carlos já fica com o filho inclusive para acalmá-lo antes da amamentação, com o apoio da mãe, que precisou passar um tempo no CTI logo após o parto. “É uma gratificação muito grande”, afirma. Segundo a coordenadora da UTI, o pai se sente acolhido pelo projeto e é um “ganho familiar”.

      Pai de uma menina, Cecília, o paranaense André Freitas não teve o mesmo contato com a filha após o nascimento. Por alguns problemas de saúde, Cecília precisou passar um tempo na UTI após o parto, em um hospital do Paraná, e Freitas reclama da falta de acesso à filha e informações sobre o estado da criança. “O período que ela ficou na UTI foi triste, e também pode-se dizer revoltante. Não sabíamos de quase nada. A aproximação praticamente não existiu. Se não me engano, podíamos ver ela uma vez por dia, praticamente sem contato”, relembra. Freitas reclama da falta de informação e de humanização do momento da filha, e acredita que projetos como o Pai Canguru podem ajudar a fortalecer o vínculo. “Se tivesse a oportunidade, participaria”, afirma.
    Angelica Svaiter aposta no valor que a humanização do parto e dos momentos que se seguem podem trazer à vida da criança. “Eu faço UTI há 24 anos, neste mesmo serviço. Você vê diferentes evoluções. Mas a gente sente que quando essa criança tem o apoio familiar, o desenvolvimento dela, o metabolismo é acelerado. Não é um trabalho de literatura, é um trabalho de observação. E nessas observações você vê que as crianças evoluem”, diz.

     O hospital fica em uma área da zona oeste do Rio de Janeiro que atende famílias com menor poder aquisitivo. Segundo a profissional, a humanização da gestação e do parto dá mais suporte para as famílias de baixa renda, que se sentem mais acolhidas. Os pais são convidados a participarem na hora do parto, quando este é normal, e podem ficar com as mães no alojamento conjunto. “É um projeto pequenininho, começando. Mas se cada um de nós fizer um pouquinho, a população fica mais bem assistida. São muitas doenças por falta de apoio e carinho”, afirma Svaiter. 


Fonte: http://vidaeestilo.terra.com.br