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sábado, 7 de janeiro de 2017

Testar ou não testar o CUFF da SVF??

Recentemente alguns colegas comentaram comigo que em um congresso foi discutido a testagem do CUFF da sonda vesical foley, fiquei curioso para ouvir os argumentos, e segundo eles a discussão foi não realizar a testagem do CUFF uma vez que esses materiais possuem garantia de fábrica.  Bem interessante a forma de pensar de quem abordou a situação. Porém não tem teor cientifico.

Em minhas pesquisas absolutamente todas as literatura e manuais de procedimentos de enfermagem trazem a testagem do CUFF, não encontrei nenhum que abordasse o procedimento de outra forma. Visto que é uma pratica amplamente difundida trouxe algo a mais para incentivar sim a testagem como veículo de segurança do procedimento. Já houve situações onde o paciente chegou para retirar a sonda vesical e simplesmente o CUFF não desinflava, paciente foi submetido a procedimento médico para estourar o CUFF.
Trago também a importância de inflar exatamente a quantidade solicitada de acordo com as informações de fábrica.

E para finalizar a importância e construir um pensamento concretizado a respeito do assunto, saliento também as inúmeras vezes que presenciamos os chamados defeitos de fábrica, quem de vocês nunca presenciou um defeito de fábrica.

Defeitos de fabrica são exatamente:

Defeito é tudo o que gera dano além do vício. Fala-se em "acidente de consumo" ou, como o própria lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor - clique aqui) denomina: "fato do produto e do serviço". Defeito poderia ser ligado a "falha de segurança".
O defeito é o vício acrescido de um problema extra, alguma coisa extrínseca ao produto ou serviço, que causa um dano maior que simplesmente o mau funcionamento, o não-funcionamento.


Então insuflem o CUFF!! Galerinha deixem sua opinião e compartilhem conhecimento.

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sábado, 19 de dezembro de 2015

PAIS NO PARTO V - Posições "KAMA SUTRA DA GESTANTE"

Como prometido dessa vez trago quase um “Kama Sutra” sobre posições para sexo na gestação. Ué! Algumas pessoas ainda consideram Tabu falar sobre tal assunto. Mas precisamos derrubar muros, quebrar barreiras que nos limitam de tratar de assuntos que enchem as cabecinhas de dúvidas, tanto do homens, quanto mulheres.

Como vimos no poste anterior, quem não viu, leia primeiro: Sexo na gestação: Percepção do homem (homensdaenfermagem.blogspot.com/2015/12/pais-no-parto-iv-sexo-na-gestacao.html)

Então pessoal, com o crescimento da barriguinha, a pratica do sexo deve ser adaptadas constantemente. Várias são as possibilidades e variadas as posições, há diferentes gostos entre os casais. O importante é buscar posições que não apertem a barriga e que o casal se sinta confortável.

Escolha as suas preferidas –  e aproveitem!

  • Em pé

Segurando a mulher pelo bumbum, encosta o corpo dela em uma parede. A sustentação do peso da mulher é toda feita pelo homem.

– ideal para os primeiros meses de gestação, quando a barriga crescer poderá causar desconforto e dor na lombar.


  •  De joelhos

O homem fica de joelhos e a mulher se posiciona em sua frente, também ajoelhada. A mulher então passa uma de suas pernas na cintura do homem.

– ideal para os 3 primeiros meses de gestação.

  • Cachorrinho

O homem fica de joelhos e a mulher se posiciona em sua frente com os joelhos e mãos apoiadas. Nesta posição quem controla a penetração (intensidade e ritmo) é o homem.

– ideal para os 6 primeiros meses de gestação. No terceiro trimestre a barriga poderá ficar muito pesada e exigir muito da coluna, causando dor e desconforto. 


  • Pelve levantada

A mulher se deita e coloca travesseiros apoiando suas costas, deixando sua pelve mais alta. O homem se posiciona de joelhos. É ele quem controla a intensidade e ritmo. É uma posição que facilita o orgasmo da mulher.

– ideal para os 7 primeiros meses de gestação. Com a barriga muito grande pode haver desconforto, especialmente nas costas.

  •  Colher (de ladinho)

É a posição preferida das barrigudinhas. Homem e mulher se deitam de lado. Para maior conforto da gestante, a barriga pode ficar apoiada em um travesseiro, desta forma o conforto da mulher é ainda maior.

– ideal para todos meses de gestação.

  •  Sentada (cavalgada)

Nesta posição o homem fica deitado e a mulher fica sobre ele com os joelhos apoiados, deixando a barriga livre e sem pressão. Quem controla o ritmo e intensidade é a mulher. Quando a barriga estiver maior o homem poderá flexionar levemente os joelhos para fornecer apoio para a mulher (imagem).

– ideal para todos meses de gestação.

  •  Papai e mamãe (adaptado)

Nesta posição o homem não se deita sobre o corpo da mulher, e se apoia com as mãos. Assim não há pressão sobre a barriga da mulher. Quem controla o ritmo e intensidade é o casal.

– ideal para todos meses de gestação, especialmente após o 2º mês em que a expansão do útero pode deixar a barriga mais sensível.


  • Cruz

Nesta posição a mulher fica com as costas apoiadas completamente e a barriga livre. O homem se deita de lado e posiciona as pernas da mulher por cima de seu quadril. Posição extremamente confortável para a mulher durante toda a gestação.

– ideal para todos meses de gestação.



  •  Sentada de costas
O homem fica sentado de joelhos e a mulher senta-se sobre ele, podendo apoiar as mãos se sentir confortável. É a mulher quem controla intensidade e ritmo da penetração.

– ideal para todos meses de gestação.



  •  Armadilha da serpente
Posição encontrada e batizada no Kama-sutra, a mulher senta sobre o homem e de frente para ele. Ambos se apoiam nos pés um do outro, resultando em um balanço “vai e vem” prazeroso e confortável para a barriga da mulher. Como o diafragma também fica livre a mulher pode respirar com mais facilidade dando ainda mais fôlego para a relação.

– ideal para todos meses de gestação.




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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

PAIS NO PARTO III - Aceitação ou rejeição: Reflexos no desenvolvimento do bebê

Aceitação ou rejeição: Será que faz diferença no desenvolvimento do bebê??

    Bom pessoal aqui estamos nós em mais um post e dessa vez vamos falar sobre algo bem delicado. Será que a aceitação ou rejeição do bebe desde o ventre modifica algo no desenvolvimento do bebe? Fui direcionado a essa postagem, e não vou negar, é um tema ao qual não gosto de falar. Mas ao ler sobre o assunto fico imaginado se esse bloqueio ao falar sobre ausência ou rejeição de pai seja fruto do intempestivo relacionamento com meu pai. Pois é ao me deparar com trechos do estudo foi como se fosse direcionado para mim.

Então vamos lá vou resumir e comentando cada trecho.
Esse estudo é americano e está disponível no site hypescience.com.

     Então ele começa falando sobre a moldagem do ser humano ao logo de sua vida, e logo remete aos primeiros características das quais buscamos referência que são as dos nossos pais. Os dois juntos correspondem a um grande centro de informações e são as nossas primeiras formas de lidar com as adversidades da vida.

   O estudo relata que o pai tem uma grande importância no desenvolvimento da personalidade e que a rejeição é um tipo de experiência na qual demostra um grande efeito na formação da mesma, a sensação de rejeição é comparada a um soco no estomago. É demostrada que os mesmo campos do cérebro que são ativados durante a rejeição também são ativadas quando sentimos dor física, diferença é que a dor física passa, mas a dor da rejeição é recorrente.

- Como experiência própria comparo a uma grande lacuna na qual não é possível preencher, é como se a cada vez que imagino levasse um grande empurrão do precipício, uma sensação de como eu estivesse caindo em um buraco.

    É proposto também que aquela pensamento quando nós deparamos com crianças com baixo desempenho escolar, ou mal educadas que a “culpa é da mãe”, mas ele tras uma nova perspectiva, a de que isso pode ser causado por conta de problemas no relacionamento pai e filho. Uma vez que  mesmo na atualidade tenha a igualdade de gênero, a figura paterna ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder, fazendo assim que o sentimento de rejeição seja mais impactante.
A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

  A lição que finaliza tudo isso é: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

Alexandre Melo

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PAIS NO PARTO II - Pré-Natal

Estou Grávido e quero realizar o Pré Natal também...

     No começo são enjoos, vertigens, mal estar... aí vem a angustia, a desconfiança e o preparo para realizar o teste de farmácia. É assim os primeiros momentos da maioria das mamães!
     Mas o que acontece com o papais e quais são seus anseios, uma vez que sua gestação não acontece nas entranhas, mas fora delas.
Então a gestação no homem se desenvolve no CORAÇÃO, é lá onde é germinado os primeiros sentimentos, as primeiras angustias, a sensação de ESTOU PREPARADO! A grande dependência do bebê assusta o pai, fazendo com que sentimentos antagônicos surjam. Eles podem sentir felicidade, carinho e afeto pela chegada do filho, como também ansiedade e despreparo para dar conta das novas responsabilidades e de todas as exigências que a experiência parental suscita... Esses são alguns sentimentos que são vividos pelos papais de primeira viagem, e o pior eles tem que lidar com tudo isso sozinhos, aos poucos, dia pós dia processando cada nova descoberta.
     A paternidade surge com o instinto florescendo o sentimento pelo mais precioso bem que criam, SEU BEBÊ! Significa transformação, momento em que o homem que outrora ocupava o papel de filho torna-se pai. Neste processo, o homem adquire, paulatinamente, novas competências, as quais caracterizam as fases da paternidade e correspondem complementarmente às necessidades de cada fase de crescimento e desenvolvimento do filho, ou seja, na medida em que o filho se desenvolve o homem se constrói como pai.
Tanto o período da gestação como do nascimento e do puerpério são particularmente sensíveis na construção da paternidade porque geram instabilidade devido às mudanças que ocorrem. Apesar de o período gravídico-puerperal ser fundamental na construção da paternidade muitos pais não se sentem participativos e nem integrantes deste momento. Pelo fato da gestação ser sentida fisiológica e anatomicamente pela mulher, frequentemente, o homem se retrai. Nesse sentido, a expressão “pais grávidos” tem sido utilizada para enfatizar que a gravidez não é um evento exclusivamente feminino e que, embora o homem não engravide fisiologicamente, a paternidade inicia na gestação.
     O pré natal é onde os profissional de enfermagem vão de encontro a preparar essa mamãe a cada consulta, realizando o preparo psicológico e físico, identificando possíveis riscos e realizando condutas a fim de que essa gestação ocorra da melhor forma. Por isso é importante o pai está inserido em cada consulta, para que se possa ter uma melhor compreensão das modificações que ocorreram  nessa mulher, apoiando psicologicamente, acompanhando em exames, compartilhando responsabilidades para que ambos não fiquem sobrecarregados e assim possam aproveitar juntos esse momento único. O Ministério da Saúde recomenda no mínimo 6 consultas para uma gestação saudável.

O que vai acontecer nas consultas de pré-natal?

A consulta é a chance de você tirar suas dúvidas com o enfermeiro ou medico, portanto não se esqueça de levá-las anotadas. Normalmente nas consultas faz o seguinte:

*Mede sua pressão arterial e verifica seus outros sinais vitais (coração, pulmões)
*Pesa
*Ausculta o coração do bebê com um aparelhinho especial (a partir de 14 semanas)
*Mede a sua barriga com uma fita métrica, para verificar a altura uterina
*Pede exames
*Conversa com você, dá orientações e esclarece suas dúvidas

E você papai de primeira viagem que está lendo esse post saiba que participando do pré natal sentirá uma maior segurança para enfrentar toda gestação.

Alexandre Melo

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PAIS NO PARTO

Pais no parto é nossa nova temática!! Nas próximas postagem vamos abordar um tema pouco comentado quando o assunto é gestação...

          Durante o período gravídico a toda uma expectativa quanto a chegada do bebê, é um período onde principalmente nos profissionais de enfermagem estamos prontos para abrigar e receber essa gestante que tato anseia em ter seu bebe nós seus braços. A todo um preparo dessa gestante para se adaptar as mudanças que ocorreram em seu corpo, estamos de braços abertos cheios de informações preparados para iniciar o pré natal, durante todo o processo lidamos com elas, pensamos no bem estar do neném e da mamãe. Mas poucas vezes escuto falar dele, de nós, de você papai que está lendo essa matéria. Onde você estava durante as consultas de pré natal??? Onde estava quando as dúvidas eram tiradas nos consultórios?? Alguém lhe convidou para participar?? Alguém lhe chamou e disse a importância da sua participação?? Lhe perguntaram se você queria participar?? Porque afinal, também ficamos grávidos!! Gestamos durante 9 meses nossos bebes, imaginamos as longas tardes de partidas incansáveis de futebol, sonhamos com nossa princesinha sorrindo em nossos colos. 
     Também queremos estar por dentro de tudo que acontece com o meu precioso grãozinho que ainda se desenvolve. Será que não seria tão importante eu compreender porque tantos enjoos, vômitos, tantas idas ao banheiro... 


QUEM FOI QUE DISSE QUE EU NÃO QUERO PARTICIPAR O DESENVOLVIMENTO DO MEU BEBÊ.

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sábado, 17 de janeiro de 2015

Prontuário (Anotações de Enfermagem)

A documentação do paciente (prontuário) e os demais documentos inerentes ao processo de cuidados enfermagem (livros de ocorrência, relatórios, etc.) constituem a finalização do processo de cuidar do paciente: trazem maior visibilidade a profissão, permitem o planejamento da assistência, refletem a produtividade da equipe, permitem que sejam feitas estatísticas de atendimento, servem de fonte de consulta para inspeção da auditoria de enfermagem, são provas cabais da jornada de trabalho, e ainda, poderão servir para a defesa ou incriminação de profissionais de saúde.

A Resolução Cofen 358/2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem e dá outras providências. O artigo 6°, da referida Resolução, diz que:

    Ø  Art.6° “A execução do processo de enfermagem deve ser registrada formalmente”.

A Resolução Cofen 311/ 2007, que aprovou a reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem-CEPE, diz:

DAS RELAÇÕES COM A PESSOA, FAMILIA E COLETIVIDADE. 
RESPONSABILIDADES E DEVERES

    Ø  Art. 25 ­ Registrar no prontuário do paciente as informações inerentes e indispensáveis ao  processo de cuidar. 
Ø

PROIBIÇÕES

    Ø  Art. 35 ­ Registrar informações parciais e inverídicas sobre a assistência prestada. 
Ø

DAS RELAÇÕES COM OS TRABALHADORES DE  ENFERMAGEM, SAÚDE E OUTROS 
RESPONSABILIDADES E DEVERES

    Ø  Art. 41 ­ Prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para  assegurar a continuidade da assistência. 

PROIBIÇÕES

    Ø  Art. 42 ­ Assinar as ações de enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional.

DAS RELAÇÕES COM AS ORGANIZAÇÕES EMPREGADORAS 
DIREITOS

    Ø  Art. 68 ­ Registrar no prontuário, e em outros documentos próprios da enfermagem, informações referentes ao processo de cuidar da pessoa. 
Ø

RESPONSABILIDADES E DEVERES

    Ø  Art. 71 ­ Incentivar e criar condições para registrar as informações inerentes e indispensáveis ao  processo de cuidar.
    Ø  Art. 72 ­ Registrar as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma  clara, objetiva e completa.




O uso do carimbo é obrigatório?

O Capítulo I, Seção III, Das Relações com as Organizações da Categoria, Responsabilidades e Deveres, artigo 54, do CEPE, prevê que é dever do profissional de enfermagem:

    Ø  Art. 54. Apor o número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem em assinatura, quando no exercício profissional.

Portanto, nas anotações de enfermagem, seja na evolução, na prescrição, em relatórios ou qualquer documento utilizado quando no exercício profissional, constitui responsabilidade e dever do profissional, apor o número e a categoria de inscrição, conjuntamente a sua assinatura. O uso do carimbo é facultativo, porém, por ser material de baixo custo e cujo uso traz benefício ao profissional, por racionalizar a finalização da anotação de enfermagem, seu uso é indicado.

O Decreto 94.406 /87 que regulamenta a Lei do Exercício dos Profissionais de Enfermagem-LEPE prevê as Anotações de Enfermagem nos Artigos 11, Inciso II e 14, Inciso II.

A Resolução Cofen 191/ 96, dispõe sobre a forma de anotação e o uso do número de inscrição ou da autorização, pelo pessoal de enfermagem, no entanto, a Resolução Cofen 372/ 2010 estabeleceu novos parâmetros sobre o uso do número de inscrição e siglas das categorias profissionais de Enfermagem. Em seu artigo 4°consta: Enfermeiros-ENF; Técnicos de Enfermagem-TEC; Auxiliares de Enfermagem-AUX; Parteira-PAR, os quais deverão ser apostos após o número de inscrição, nas anotações de enfermagem.

Recentemente foi aprovada e homologada a Resolução Cofen 429/ 2012, que dispõe sobre o registro das ações profissionais no prontuário do paciente, e em outros documentos próprios da Enfermagem, independente do meio de suporte- Tradicional ou Eletrônico. O artigo 1°, assevera que:

    Ø  Art.1° É responsabilidade e dever dos profissionais de enfermagem registrar, no prontuário do paciente e em outros documentos próprios da área, seja em meio de suporte tradicional (papel) ou eletrônico, as informações inerentes ao processo de cuidar e ao gerenciamento de processos de trabalho, necessários para assegurar a continuidade e a qualidade da assistência.

Portanto, diante da ampla legislação sobre o registro e anotações das atividades de enfermagem, ocorrências e intercorrências, os referidos registros se fazem necessários em qualquer área da assistência de enfermagem. Atentando-se para o fato de que os registros dos atendimentos e/ou cuidados de enfermagem, devem ser realizados no prontuário, folha de evolução ou folha de atendimento do paciente e que as ocorrências e intercorrências referentes a equipe, devem ser registrados no livro de relatório de enfermagem, acessível e privativo da equipe de enfermagem.




Fonte: http://www.cofen.gov.br/

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Medicamento 3 em 1 começa a ser distribuído em todo o país



   Na próxima semana começa a serem distribuídos pelo SUS, os novos medicamentos 3 em 1 composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg), para tratamento de paciente com HIV e AIDS. A combinação de medicamentos deverá beneficiar 100 mil novos pacientes com HIV e aids. O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos. O estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses.

"O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos."
   O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids do Ministério da Saúde como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Atualmente, os medicamentos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consumidos, separadamente. Os Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus, recebem, desde novembro, a dose tripla combinada. Nesse período, cerca de 11 mil pacientes foram beneficiados nos dois estados.
 Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a dose combinada representa um avanço importante na melhoria do acesso ao tratamento de aids no país. “A utilização de dose fixa combinada (3 em 1) irá permitir uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e aids. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido ”, explicou o ministro.


Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) pra 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.


Em julho de 2014, a revista britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações científicas da área médica, divulgou um estudo mostrando que o tratamento para aids no Brasil é mais eficiente que a média global. Segundo o estudo, as mortes em decorrência do vírus HIV no país caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013, enquanto a média global apresenta uma queda de 1,5% ao ano.

Fonte: ://portalsaude.saude.gov.br

domingo, 4 de janeiro de 2015

PROTEINÚRIA

A albumina é uma proteína do nosso plasma produzida pelo fígado, sendo o resultado do metabolismo dos alimentos proteicos (carne, ovos, leite, queijo).
A taxa normal de albumina no plasma é de 3,5 a 4,5g/dl. Ela é fundamental para conservar o estado nutricional e manter os líquidos circulando dentro dos vasos.
A excreção de albumina na urina (proteinúria) é uma importante alteração pela qual as doenças renais se manifestam.
Isso mostra a importância da conservação das proteínas do sangue pelo rim. Sem a albumina, a água que circula nos vasos se infiltra pelos tecidos formando o edema. O edema é uma complicação da queda da albumina perdida pelo rim doente.

Origens

A proteinúria tem quatro origens:
 
Ø A primeira é de origem glomerular. São as proteínas de peso molecular normal, como albumina, transferrina, gamaglobulinas (IgG, IgA), microglobulinas e outras que passam pela membrana filtrante do glomérulo. Quando esta membrana está alterada, permite a saída das proteínas na urina;
Ø A segunda é do tipo tubular. São as proteínas secretadas pelo túbulo renal proximal, principalmente lisosimas e microglobulinas;
Ø A terceira é decorrente das proteínas secretadas pela parede do trato urinário (pelve renal, ureter, bexiga e uretra);
Ø A quarta tem origem na superprodução de proteínas de baixo peso molecular que se acumulam no plasma, mas, por serem pequenas, passam totalmente pelo filtro. Como são produzidas em grande quantidade, ultrapassam a capacidade de reabsorção do túbulo e são totalmente eliminadas pela urina. O exemplo clássico é a proteína de Bence-Jones (imunoproteína), mas também as mioglobinas e amilases.

Tipos de Proteinúria
A proteinúria pode ser:
 
Ø Intermitente e transitória,
Ø Persistente e permanente.
A proteinúria transitória é a que surge eventualmente. Ela ocorre na febre alta, nos exercícios vigorosos, nas exposições a altas temperaturas, tanto frias como quentes, nas emoções violentas e estressantes (secreção abundante de adrenalina) e nas convulsões. É uma proteinúria leve, não ultrapassando a 1,0g/24h e não significa doença renal.
Outra proteinúria transitória, intermitente e de pequena quantidade é a proteinúria ortostática. Ela surge quando a pessoa permanece muito tempo de pé (ortostatismo), em caminhadas normais de longa duração ou em pessoas que têm uma lordose acentuada. A gravidez é um exemplo. Esta proteinúria, até hoje, não tem sido bem compreendida, pensa-se que o aumento da pressão venosa, ao nível da veia cava e veias renais, contribuiria para aumentar a excreção de proteínas na urina. O diagnóstico diferencial dessa situação se faz dosando a proteinúria ortostática e depois mostrando o seu desaparecimento com o repouso.
A proteinúria persistente e permanente em todas as amostras pode ser:
 
·       leve (até 1,0g/24h),
·       moderada (1,0-3,5g/24h) e
·       maciça, quando superior a 3,5g/24h/1.73 de superfície corporal.
O edema é a principal manifestação das proteinúrias maciças.
Ele ocorre porque a perda constante e intensa de proteína na urina faz com que a albumina plasmática atinja níveis muito baixos. Com isso, diminui muito o poder oncótico do plasma, permitindo que a água infiltre por todos os tecidos, surgindo o edema.
Como a água e o sal se infiltram pelos tecidos, em conseqüência da albumina baixa, surge hipotensão por diminuição do volume circulante e, em função disso, o paciente urina pouco para poupar o líquido que não está no seu devido lugar, isto é, circulando.
A perda de proteínas do plasma também propicia a desnutrição com todas as suas complicações.

Como se trata?

A melhora desse quadro só é obtida quando a perda de proteínas é interrompida com a recomposição da taxa plasmática da albumina. O tratamento da albuminúria depende da causa, por isso, os tratamentos são variados.


Exames
Os objetivos de fazer exame para proteinúria incluem: triagem de indivíduos em risco, detecção dessa condição em exames rotineiros, determinação de sua causa, avaliação do tipo e quantidade de proteína liberada, e avaliação da função renal. Caso a proteinúria seja detectada, a pessoa deverá ser monitorada periodicamente, de maneira a determinar se esta proteinúria se resolve por si própria ou se piora com o tempo. O médico pode pedir exames de urina e de sangue para avaliar a proteinúria.
Exames laboratoriais
A triagem para a presença de proteínas na urina pode ser realizada como parte de um exame geral de saúde, ou como parte de um check-up em um indivíduo que apresente uma condição que pode causar proteinúria. Alguns testes incluem:

·         Proteinúria – Detecta a presença de qualquer tipo de proteína que possa ser encontrado na urina. Pode ser realizado isoladamente, em uma amostra aleatória de urina, ou como parte do exame de urinálise (Rotina de Urina).
·         Urinálise ou Rotina de Urina – Avaliação de uma amostra de urina que cobre a presença de diversas substâncias que podem estar presentes – inclusive a proteinúria. Pode fazer parte de um exame geral de saúde.
·         Microalbuminúria (albumina urinária) – É um teste sensível, utilizado para se monitorar pessoas com diabetes. Detecta a presença de pequenas quantidades de albumina, a principal proteína do sangue. Ao longo do tempo, a diabetes pode, lentamente, afetar a função renal. Este teste é um indicador precoce de que a diabetes tenha causado algum dano. A Associação Americana de Diabetes (ADA) recomenda que pessoas com diagnóstico de diabetes tipo 2 sejam examinadas anualmente com a dosagem de microalbuminúria, e que diabéticos do tipo 2 sejam testados 5 anos após o diagnóstico e, a partir daí, anualmente.
·        Microalbuminúria, Urina de 24 horas – Mede a quantidade de albumina que está sendo perdida através da urina nesse intervalo de tempo. Esse exame pode fornecer ao medico uma avaliação mais precisa do grau de dano aos rins.
·        Razão microalbumina/creatinina – Alternativa à coleta de urina de 24 horas, utilizando uma amostra aleatória de urina. Neste caso, também se mede a creatinina, substância excretada na urina, a uma fração constante. Quando é feita a medição de  albumina e de creatinina, pode ser calculada uma taxa de microalbumina/creatinina. O cálculo corrige a microalbuminúria em relação à presença de creatinina na amostra, o que reflete de maneira mais precisa a quantidade de albumina perdida através da urina.
·        Proteinúria de 24 horas – Mede a quantidade de proteína excretada na urina em um período de 24 horas, o que é uma avaliação mais acurada do grau de proteinúria do que um teste em urina aleatória.
·        Razão proteína/creatinina (UPCR) – Mede a proteína e a creatinina em uma amostra aleatória, e faz a correção pela quantidade de creatinina, o que é similar à taxa de microalbumina/creatinina.
·        Eletroforese de Proteínas urinárias – Teste utilizado para se determinar os diferentes tipos e concentrações relativos de cada proteína presentes na urina. Um teste urinário para a Proteína de Bence-Jones é usado para detectar e, às vezes, acompanhar o tratamento do mieloma múltiplo e de outras doenças similares.
Além do exame de urina, existem diversos outros que podem ser utilizados para avaliar a função dos rins e/ou avaliar a natureza da proteína eventualmente presente na urina. Esses exames podem ser realizados ao mesmo tempo em que se faz a triagem na urina em qualquer consulta de acompanhamento. Incluem:
·         Dosagem de Uréia e Creatinina no sangue – Testes de sangue utilizados para avaliar a função renal. A uréia e a creatinina são produtos de descarte, contêm nitrogênio, e são removidos do sangue pelo organismo até chegar à urina. Caso os rins não estejam funcionando adequadamente, permanecerão na corrente sanguínea e seus níveis irão aumentar. A creatinina pode ser medida em amostras de urina, mas isto ocorre principalmente como uma parte de um exame que inclua o cálculo de taxas, como  taxa urinária de proteína/creatinina, ou de microalbumina/creatinina.
·         TFG estimada (eGRF ou TFGe) - Taxa estimada de Filtração Glomerular – Utiliza os níveis de creatinina, em associação com a idade e valores atribuídos ao sexo e à etnia, para estimar a taxa de filtração glomerular, que diminui com o dano renal progressivo.
·         Clearance de creatinina – Mede a creatinina em uma amostra de urina de 24 horas, e utiliza a dosagem feita em uma amostra de sangue, para calcular a quantidade de creatinina que foi extraída do sangue e eliminada na urina. Este cálculo permite uma melhor avaliação da função renal, baseada na taxa corpórea de excreção de creatinina.
·         Dosagem de Proteínas Totais – Exame de sangue que mede a quantidade total de proteínas no soro.
·         Dosagem de albumina – Teste de sangue que mede a concentração de albumina, a proteína na qual o soro humano é mais rico.
·         Eletroforese de Proteínas Séricas – Determina os tipos e as quantidades relativas de proteínas no soro. É comparado à eletroforese na urina, de maneira a se determinar se o sangue é a origem das proteínas observadas na urina.
·         Dosagem de Cadeias Leves Séricas Livres(SFLC) – Exame usado para auxiliar o diagnóstico e monitoração de condições associadas a uma produção aumentada de cadeias leves, tais como o mieloma múltiplo.
O médico também pode solicitar uma biópsia de rins. Neste procedimento, um pequeno fragmento do rim é examinado em um microscópio, para ser utilizado como evidência de dano ou doença renal. 


Fonte: www.abcdasaude.com.br