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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PAIS NO PARTO VI - Cesárea!! Normal?? Ei! Meu filho sabe nascer...

Oi pessoal, tudo bem!

Hoje decidir falar um pouco sobre a visão do pai quanto ao tipo de parto.
Então claro que você já deve ter pensado qual tipo de parto, e naturalmente essa foi uma das primeiras perguntas feita ao obstetra, também deve ter sido o primeiro questionamento que sua esposa fez. Se já está decidido me responda. Ela decidiu qual tipo de parto ou foi seu obstetra??
Pera, essa é uma decisão sua, dela ou do obstetra? Você já questionou isso!!

Pois então saiba de uma coisa, sua mulher sabe parir, e seu filho sabe nascer. Dito isto vamos discorrer um pouco sobre as diversas situações onde todos escolhem o tipo de parto, menos o seu bebe!

Logo no início da gestação já é possível planejar como o seu bebe irá nascer, a maioria dos casais optam por dar esses direito a quem é de direito ou seja, o seu bebe, deixe que ele escolha o momento certo de nascer, afinal quem melhor que ele sabe a hora exata de vir ao mundo, o tempo é dele, SÓ SE NASCE UMA VEZ!
Mas isso não quer dizer que suas cabeças ficaram fechadas para uma eventual cesárea, não á encarem como vilã, procurem ver como válvula de escape, o que quero dizer é que se houver uma necessidade estejam abertos também há aceitar.

Não nego que minha bandeira sempre será pelo parto normal, e não só normal! Mas também humanizado, além do direito de escolher quando nascer eu acho que a mulher também tem o direito de escolher onde quer parir, como quer parir e quem quer que esteja ali.

Na minha procura por relato a respeito de consultas com seus obstetras, não me choquei muito, dei de cara com o que já esperava, a maioria dos obstetras procuram indicar o parto cesáreo, e aqui vai alguns motivos: menor tempo gasto durante o parto, maior repasse financeiro, possibilidade de agendamento de hora e dia (podendo evitar feriados e finais de semana); resumindo COMODIDADE e SEGURANÇA. Lembrando que não generalizo, uma vez que conheço pessoas realmente comprometidas com o a saúde dos seus pacientes.

Uma dica que dou é realize o pré natal, primeiro se importe com a saúde do seu bebe e cheque se está tudo nos conformes para realização do parto normal, converse com seu obstetra, veja várias frentes e esteja seguro da sua decisão e aberto a situação e real necessidade.

Então papais de primeira viajem! O que recomendo é que procurem um obstetra de sua confiança, e digam NÃO há cesáreas sem necessidade.

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Acompanhe em breve nossa última postagem, Parto Natural Domiciliar.. 



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Usuário, cliente ou paciente??




Um estudo realizado em janeiro de 2013, na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, teve como objetivo identificar qual termo mais utilizado pelos estudantes de enfermagem quanto a forma de se dirigir aos pacientes. Usuário, cliente ou paciente qual termo mais adequado??

As pessoas que acorrem aos serviços de saúde são, usualmente, designadas por estes três termos. Cada um tem sua especificidade e não se trata apenas de questão semântica, pois as denominações propiciam e induzem diferentes maneiras de olhar e compreender os objetos nomeados, ou como construímos a realidade.

A relação profissional conota a ideia de que o paciente é sobretudo um cliente, ou seja, um usuário, um comprador de serviços, qualquer que seja o contexto em que é atendido. Portanto, não há consenso nas concepções dos termos cliente, paciente e usuário nas relações da pessoa que utiliza o serviço de saúde e o profissional da área.

Dessa forma, é preciso atenção no uso das expressões, sendo necessário pontuar algumas diferenças, já que os três termos têm raízes diversas, ainda que usados como sinônimos. O termo paciente começou a ser utilizado no século XIV e está relacionado com a pessoa que tem paciência, sereno, conformado.

A maioria dos profissionais considera o não envolvimento emocional como uma maneira de cuidar de si, ou seja, quanto mais próxima a relação paciente-enfermeiro, mais propício o profissional está para compartilhar os sentimentos com o paciente. Além da ideia do termo paciente sugerir uma relação mais íntima, este também é o termo universalmente mais utilizado.

Entretanto, a sua utilização pode sugerir implicitamente uma posição passiva e hierarquicamente inferior em relação ao profissional, visto que a origem do termo refere-se à palavra sofredor, derivada do latim: patiens, depatior, que significa sofrer.

Já o termo cliente procede do vocabulário próprio da economia liberal de mercado. Marca o "exercício liberal" e/ou privado da atenção à saúde, implicando à pessoa que acorre aos serviços de saúde, em certa medida, o caráter de consumidor, e à saúde, a característica de um bem de consumo, não de direito social.

O usuário é cada um daqueles que usam ou desfrutam de alguma coisa coletiva, ligada a um serviço público ou particular. Assim, pode-se compreender o termo usuário como mais amplo, capaz de ultrapassar o ideário passivo ou liberal, que percebe a saúde como um bem de consumo regulado pelas leis de mercado, no sentido de avançar para uma concepção de saúde enquanto direito humano e social, regulado pelas relações de cidadania.

Porém é claro que a utilização de um destes termos não elimina o uso dos demais. Diariamente, vivencia-se, nos serviços de saúde, a mescla dos três sem que os profissionais se deem conta do que representam, como se complementam ou se contrapõem.

Todavia, na assistência à saúde, deve-se problematizar, de maneira contextualizada, a relação estabelecida com as pessoas que procuram os serviços, de modo a usar o conhecimento para o bem social, com justiça e cuidado. A Bioética implica a construção conjunta, de maneira deliberativa, de uma sabedoria prática. Assim, permite ampliar o discernimento da realidade por meio do confronto dialogado dos fatos e dos valores envolvidos nas relações com o usuário-cliente-paciente.

Por isso, compreender o uso dos termos pode ser uma ferramenta para refletir sobre o cuidado, especialmente se essa reflexão iniciar durante a graduação, uma vez que os estudantes serão os futuros profissionais a utilizarem esses termos na prática.

Desse modo, devido à possibilidade do uso dos três termos, questiona-se: qual o termo mais utilizado pelos estudantes de enfermagem e qual a compreensão do coletivo dos estudantes sobre os termos? Para responder a essas perguntas, o presente estudo objetivou identificar qual o termo mais comumente usado pelos estudantes de enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo(EEUSP) e também conhecer a compreensão destes estudantes quanto ao uso dos termos usuário, cliente e paciente.

RESULTADOS

A coleta de dados foi realizada no segundo semestre do ano de 2010, quando foram abordados 215 alunos da Graduação da EE/USP. Sendo eles do 1º ao 4º ano.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O termo mais usado pelos acadêmicos foi usuário, todavia, indiferentemente do termo a ser empregado na prática do cuidado, é importante ressaltar que os conceitos comuns de respeito à autonomia e serviço de saúde como um direito devem ser considerados. Da mesma forma, a relação desumana e a passividade devem ser deixadas de fora na relação dialógica que se pretende estabelecer entre os profissionais de saúde e o usuário-cliente-paciente.


Se você quiser er o Artigo completo acesse em:

domingo, 4 de janeiro de 2015

PROTEINÚRIA

A albumina é uma proteína do nosso plasma produzida pelo fígado, sendo o resultado do metabolismo dos alimentos proteicos (carne, ovos, leite, queijo).
A taxa normal de albumina no plasma é de 3,5 a 4,5g/dl. Ela é fundamental para conservar o estado nutricional e manter os líquidos circulando dentro dos vasos.
A excreção de albumina na urina (proteinúria) é uma importante alteração pela qual as doenças renais se manifestam.
Isso mostra a importância da conservação das proteínas do sangue pelo rim. Sem a albumina, a água que circula nos vasos se infiltra pelos tecidos formando o edema. O edema é uma complicação da queda da albumina perdida pelo rim doente.

Origens

A proteinúria tem quatro origens:
 
Ø A primeira é de origem glomerular. São as proteínas de peso molecular normal, como albumina, transferrina, gamaglobulinas (IgG, IgA), microglobulinas e outras que passam pela membrana filtrante do glomérulo. Quando esta membrana está alterada, permite a saída das proteínas na urina;
Ø A segunda é do tipo tubular. São as proteínas secretadas pelo túbulo renal proximal, principalmente lisosimas e microglobulinas;
Ø A terceira é decorrente das proteínas secretadas pela parede do trato urinário (pelve renal, ureter, bexiga e uretra);
Ø A quarta tem origem na superprodução de proteínas de baixo peso molecular que se acumulam no plasma, mas, por serem pequenas, passam totalmente pelo filtro. Como são produzidas em grande quantidade, ultrapassam a capacidade de reabsorção do túbulo e são totalmente eliminadas pela urina. O exemplo clássico é a proteína de Bence-Jones (imunoproteína), mas também as mioglobinas e amilases.

Tipos de Proteinúria
A proteinúria pode ser:
 
Ø Intermitente e transitória,
Ø Persistente e permanente.
A proteinúria transitória é a que surge eventualmente. Ela ocorre na febre alta, nos exercícios vigorosos, nas exposições a altas temperaturas, tanto frias como quentes, nas emoções violentas e estressantes (secreção abundante de adrenalina) e nas convulsões. É uma proteinúria leve, não ultrapassando a 1,0g/24h e não significa doença renal.
Outra proteinúria transitória, intermitente e de pequena quantidade é a proteinúria ortostática. Ela surge quando a pessoa permanece muito tempo de pé (ortostatismo), em caminhadas normais de longa duração ou em pessoas que têm uma lordose acentuada. A gravidez é um exemplo. Esta proteinúria, até hoje, não tem sido bem compreendida, pensa-se que o aumento da pressão venosa, ao nível da veia cava e veias renais, contribuiria para aumentar a excreção de proteínas na urina. O diagnóstico diferencial dessa situação se faz dosando a proteinúria ortostática e depois mostrando o seu desaparecimento com o repouso.
A proteinúria persistente e permanente em todas as amostras pode ser:
 
·       leve (até 1,0g/24h),
·       moderada (1,0-3,5g/24h) e
·       maciça, quando superior a 3,5g/24h/1.73 de superfície corporal.
O edema é a principal manifestação das proteinúrias maciças.
Ele ocorre porque a perda constante e intensa de proteína na urina faz com que a albumina plasmática atinja níveis muito baixos. Com isso, diminui muito o poder oncótico do plasma, permitindo que a água infiltre por todos os tecidos, surgindo o edema.
Como a água e o sal se infiltram pelos tecidos, em conseqüência da albumina baixa, surge hipotensão por diminuição do volume circulante e, em função disso, o paciente urina pouco para poupar o líquido que não está no seu devido lugar, isto é, circulando.
A perda de proteínas do plasma também propicia a desnutrição com todas as suas complicações.

Como se trata?

A melhora desse quadro só é obtida quando a perda de proteínas é interrompida com a recomposição da taxa plasmática da albumina. O tratamento da albuminúria depende da causa, por isso, os tratamentos são variados.


Exames
Os objetivos de fazer exame para proteinúria incluem: triagem de indivíduos em risco, detecção dessa condição em exames rotineiros, determinação de sua causa, avaliação do tipo e quantidade de proteína liberada, e avaliação da função renal. Caso a proteinúria seja detectada, a pessoa deverá ser monitorada periodicamente, de maneira a determinar se esta proteinúria se resolve por si própria ou se piora com o tempo. O médico pode pedir exames de urina e de sangue para avaliar a proteinúria.
Exames laboratoriais
A triagem para a presença de proteínas na urina pode ser realizada como parte de um exame geral de saúde, ou como parte de um check-up em um indivíduo que apresente uma condição que pode causar proteinúria. Alguns testes incluem:

·         Proteinúria – Detecta a presença de qualquer tipo de proteína que possa ser encontrado na urina. Pode ser realizado isoladamente, em uma amostra aleatória de urina, ou como parte do exame de urinálise (Rotina de Urina).
·         Urinálise ou Rotina de Urina – Avaliação de uma amostra de urina que cobre a presença de diversas substâncias que podem estar presentes – inclusive a proteinúria. Pode fazer parte de um exame geral de saúde.
·         Microalbuminúria (albumina urinária) – É um teste sensível, utilizado para se monitorar pessoas com diabetes. Detecta a presença de pequenas quantidades de albumina, a principal proteína do sangue. Ao longo do tempo, a diabetes pode, lentamente, afetar a função renal. Este teste é um indicador precoce de que a diabetes tenha causado algum dano. A Associação Americana de Diabetes (ADA) recomenda que pessoas com diagnóstico de diabetes tipo 2 sejam examinadas anualmente com a dosagem de microalbuminúria, e que diabéticos do tipo 2 sejam testados 5 anos após o diagnóstico e, a partir daí, anualmente.
·        Microalbuminúria, Urina de 24 horas – Mede a quantidade de albumina que está sendo perdida através da urina nesse intervalo de tempo. Esse exame pode fornecer ao medico uma avaliação mais precisa do grau de dano aos rins.
·        Razão microalbumina/creatinina – Alternativa à coleta de urina de 24 horas, utilizando uma amostra aleatória de urina. Neste caso, também se mede a creatinina, substância excretada na urina, a uma fração constante. Quando é feita a medição de  albumina e de creatinina, pode ser calculada uma taxa de microalbumina/creatinina. O cálculo corrige a microalbuminúria em relação à presença de creatinina na amostra, o que reflete de maneira mais precisa a quantidade de albumina perdida através da urina.
·        Proteinúria de 24 horas – Mede a quantidade de proteína excretada na urina em um período de 24 horas, o que é uma avaliação mais acurada do grau de proteinúria do que um teste em urina aleatória.
·        Razão proteína/creatinina (UPCR) – Mede a proteína e a creatinina em uma amostra aleatória, e faz a correção pela quantidade de creatinina, o que é similar à taxa de microalbumina/creatinina.
·        Eletroforese de Proteínas urinárias – Teste utilizado para se determinar os diferentes tipos e concentrações relativos de cada proteína presentes na urina. Um teste urinário para a Proteína de Bence-Jones é usado para detectar e, às vezes, acompanhar o tratamento do mieloma múltiplo e de outras doenças similares.
Além do exame de urina, existem diversos outros que podem ser utilizados para avaliar a função dos rins e/ou avaliar a natureza da proteína eventualmente presente na urina. Esses exames podem ser realizados ao mesmo tempo em que se faz a triagem na urina em qualquer consulta de acompanhamento. Incluem:
·         Dosagem de Uréia e Creatinina no sangue – Testes de sangue utilizados para avaliar a função renal. A uréia e a creatinina são produtos de descarte, contêm nitrogênio, e são removidos do sangue pelo organismo até chegar à urina. Caso os rins não estejam funcionando adequadamente, permanecerão na corrente sanguínea e seus níveis irão aumentar. A creatinina pode ser medida em amostras de urina, mas isto ocorre principalmente como uma parte de um exame que inclua o cálculo de taxas, como  taxa urinária de proteína/creatinina, ou de microalbumina/creatinina.
·         TFG estimada (eGRF ou TFGe) - Taxa estimada de Filtração Glomerular – Utiliza os níveis de creatinina, em associação com a idade e valores atribuídos ao sexo e à etnia, para estimar a taxa de filtração glomerular, que diminui com o dano renal progressivo.
·         Clearance de creatinina – Mede a creatinina em uma amostra de urina de 24 horas, e utiliza a dosagem feita em uma amostra de sangue, para calcular a quantidade de creatinina que foi extraída do sangue e eliminada na urina. Este cálculo permite uma melhor avaliação da função renal, baseada na taxa corpórea de excreção de creatinina.
·         Dosagem de Proteínas Totais – Exame de sangue que mede a quantidade total de proteínas no soro.
·         Dosagem de albumina – Teste de sangue que mede a concentração de albumina, a proteína na qual o soro humano é mais rico.
·         Eletroforese de Proteínas Séricas – Determina os tipos e as quantidades relativas de proteínas no soro. É comparado à eletroforese na urina, de maneira a se determinar se o sangue é a origem das proteínas observadas na urina.
·         Dosagem de Cadeias Leves Séricas Livres(SFLC) – Exame usado para auxiliar o diagnóstico e monitoração de condições associadas a uma produção aumentada de cadeias leves, tais como o mieloma múltiplo.
O médico também pode solicitar uma biópsia de rins. Neste procedimento, um pequeno fragmento do rim é examinado em um microscópio, para ser utilizado como evidência de dano ou doença renal. 


Fonte: www.abcdasaude.com.br