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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

PAIS NO PARTO III - Aceitação ou rejeição: Reflexos no desenvolvimento do bebê

Aceitação ou rejeição: Será que faz diferença no desenvolvimento do bebê??

    Bom pessoal aqui estamos nós em mais um post e dessa vez vamos falar sobre algo bem delicado. Será que a aceitação ou rejeição do bebe desde o ventre modifica algo no desenvolvimento do bebe? Fui direcionado a essa postagem, e não vou negar, é um tema ao qual não gosto de falar. Mas ao ler sobre o assunto fico imaginado se esse bloqueio ao falar sobre ausência ou rejeição de pai seja fruto do intempestivo relacionamento com meu pai. Pois é ao me deparar com trechos do estudo foi como se fosse direcionado para mim.

Então vamos lá vou resumir e comentando cada trecho.
Esse estudo é americano e está disponível no site hypescience.com.

     Então ele começa falando sobre a moldagem do ser humano ao logo de sua vida, e logo remete aos primeiros características das quais buscamos referência que são as dos nossos pais. Os dois juntos correspondem a um grande centro de informações e são as nossas primeiras formas de lidar com as adversidades da vida.

   O estudo relata que o pai tem uma grande importância no desenvolvimento da personalidade e que a rejeição é um tipo de experiência na qual demostra um grande efeito na formação da mesma, a sensação de rejeição é comparada a um soco no estomago. É demostrada que os mesmo campos do cérebro que são ativados durante a rejeição também são ativadas quando sentimos dor física, diferença é que a dor física passa, mas a dor da rejeição é recorrente.

- Como experiência própria comparo a uma grande lacuna na qual não é possível preencher, é como se a cada vez que imagino levasse um grande empurrão do precipício, uma sensação de como eu estivesse caindo em um buraco.

    É proposto também que aquela pensamento quando nós deparamos com crianças com baixo desempenho escolar, ou mal educadas que a “culpa é da mãe”, mas ele tras uma nova perspectiva, a de que isso pode ser causado por conta de problemas no relacionamento pai e filho. Uma vez que  mesmo na atualidade tenha a igualdade de gênero, a figura paterna ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder, fazendo assim que o sentimento de rejeição seja mais impactante.
A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

  A lição que finaliza tudo isso é: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

Alexandre Melo

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PAIS NO PARTO II - Pré-Natal

Estou Grávido e quero realizar o Pré Natal também...

     No começo são enjoos, vertigens, mal estar... aí vem a angustia, a desconfiança e o preparo para realizar o teste de farmácia. É assim os primeiros momentos da maioria das mamães!
     Mas o que acontece com o papais e quais são seus anseios, uma vez que sua gestação não acontece nas entranhas, mas fora delas.
Então a gestação no homem se desenvolve no CORAÇÃO, é lá onde é germinado os primeiros sentimentos, as primeiras angustias, a sensação de ESTOU PREPARADO! A grande dependência do bebê assusta o pai, fazendo com que sentimentos antagônicos surjam. Eles podem sentir felicidade, carinho e afeto pela chegada do filho, como também ansiedade e despreparo para dar conta das novas responsabilidades e de todas as exigências que a experiência parental suscita... Esses são alguns sentimentos que são vividos pelos papais de primeira viagem, e o pior eles tem que lidar com tudo isso sozinhos, aos poucos, dia pós dia processando cada nova descoberta.
     A paternidade surge com o instinto florescendo o sentimento pelo mais precioso bem que criam, SEU BEBÊ! Significa transformação, momento em que o homem que outrora ocupava o papel de filho torna-se pai. Neste processo, o homem adquire, paulatinamente, novas competências, as quais caracterizam as fases da paternidade e correspondem complementarmente às necessidades de cada fase de crescimento e desenvolvimento do filho, ou seja, na medida em que o filho se desenvolve o homem se constrói como pai.
Tanto o período da gestação como do nascimento e do puerpério são particularmente sensíveis na construção da paternidade porque geram instabilidade devido às mudanças que ocorrem. Apesar de o período gravídico-puerperal ser fundamental na construção da paternidade muitos pais não se sentem participativos e nem integrantes deste momento. Pelo fato da gestação ser sentida fisiológica e anatomicamente pela mulher, frequentemente, o homem se retrai. Nesse sentido, a expressão “pais grávidos” tem sido utilizada para enfatizar que a gravidez não é um evento exclusivamente feminino e que, embora o homem não engravide fisiologicamente, a paternidade inicia na gestação.
     O pré natal é onde os profissional de enfermagem vão de encontro a preparar essa mamãe a cada consulta, realizando o preparo psicológico e físico, identificando possíveis riscos e realizando condutas a fim de que essa gestação ocorra da melhor forma. Por isso é importante o pai está inserido em cada consulta, para que se possa ter uma melhor compreensão das modificações que ocorreram  nessa mulher, apoiando psicologicamente, acompanhando em exames, compartilhando responsabilidades para que ambos não fiquem sobrecarregados e assim possam aproveitar juntos esse momento único. O Ministério da Saúde recomenda no mínimo 6 consultas para uma gestação saudável.

O que vai acontecer nas consultas de pré-natal?

A consulta é a chance de você tirar suas dúvidas com o enfermeiro ou medico, portanto não se esqueça de levá-las anotadas. Normalmente nas consultas faz o seguinte:

*Mede sua pressão arterial e verifica seus outros sinais vitais (coração, pulmões)
*Pesa
*Ausculta o coração do bebê com um aparelhinho especial (a partir de 14 semanas)
*Mede a sua barriga com uma fita métrica, para verificar a altura uterina
*Pede exames
*Conversa com você, dá orientações e esclarece suas dúvidas

E você papai de primeira viagem que está lendo esse post saiba que participando do pré natal sentirá uma maior segurança para enfrentar toda gestação.

Alexandre Melo

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Usuário, cliente ou paciente??




Um estudo realizado em janeiro de 2013, na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, teve como objetivo identificar qual termo mais utilizado pelos estudantes de enfermagem quanto a forma de se dirigir aos pacientes. Usuário, cliente ou paciente qual termo mais adequado??

As pessoas que acorrem aos serviços de saúde são, usualmente, designadas por estes três termos. Cada um tem sua especificidade e não se trata apenas de questão semântica, pois as denominações propiciam e induzem diferentes maneiras de olhar e compreender os objetos nomeados, ou como construímos a realidade.

A relação profissional conota a ideia de que o paciente é sobretudo um cliente, ou seja, um usuário, um comprador de serviços, qualquer que seja o contexto em que é atendido. Portanto, não há consenso nas concepções dos termos cliente, paciente e usuário nas relações da pessoa que utiliza o serviço de saúde e o profissional da área.

Dessa forma, é preciso atenção no uso das expressões, sendo necessário pontuar algumas diferenças, já que os três termos têm raízes diversas, ainda que usados como sinônimos. O termo paciente começou a ser utilizado no século XIV e está relacionado com a pessoa que tem paciência, sereno, conformado.

A maioria dos profissionais considera o não envolvimento emocional como uma maneira de cuidar de si, ou seja, quanto mais próxima a relação paciente-enfermeiro, mais propício o profissional está para compartilhar os sentimentos com o paciente. Além da ideia do termo paciente sugerir uma relação mais íntima, este também é o termo universalmente mais utilizado.

Entretanto, a sua utilização pode sugerir implicitamente uma posição passiva e hierarquicamente inferior em relação ao profissional, visto que a origem do termo refere-se à palavra sofredor, derivada do latim: patiens, depatior, que significa sofrer.

Já o termo cliente procede do vocabulário próprio da economia liberal de mercado. Marca o "exercício liberal" e/ou privado da atenção à saúde, implicando à pessoa que acorre aos serviços de saúde, em certa medida, o caráter de consumidor, e à saúde, a característica de um bem de consumo, não de direito social.

O usuário é cada um daqueles que usam ou desfrutam de alguma coisa coletiva, ligada a um serviço público ou particular. Assim, pode-se compreender o termo usuário como mais amplo, capaz de ultrapassar o ideário passivo ou liberal, que percebe a saúde como um bem de consumo regulado pelas leis de mercado, no sentido de avançar para uma concepção de saúde enquanto direito humano e social, regulado pelas relações de cidadania.

Porém é claro que a utilização de um destes termos não elimina o uso dos demais. Diariamente, vivencia-se, nos serviços de saúde, a mescla dos três sem que os profissionais se deem conta do que representam, como se complementam ou se contrapõem.

Todavia, na assistência à saúde, deve-se problematizar, de maneira contextualizada, a relação estabelecida com as pessoas que procuram os serviços, de modo a usar o conhecimento para o bem social, com justiça e cuidado. A Bioética implica a construção conjunta, de maneira deliberativa, de uma sabedoria prática. Assim, permite ampliar o discernimento da realidade por meio do confronto dialogado dos fatos e dos valores envolvidos nas relações com o usuário-cliente-paciente.

Por isso, compreender o uso dos termos pode ser uma ferramenta para refletir sobre o cuidado, especialmente se essa reflexão iniciar durante a graduação, uma vez que os estudantes serão os futuros profissionais a utilizarem esses termos na prática.

Desse modo, devido à possibilidade do uso dos três termos, questiona-se: qual o termo mais utilizado pelos estudantes de enfermagem e qual a compreensão do coletivo dos estudantes sobre os termos? Para responder a essas perguntas, o presente estudo objetivou identificar qual o termo mais comumente usado pelos estudantes de enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo(EEUSP) e também conhecer a compreensão destes estudantes quanto ao uso dos termos usuário, cliente e paciente.

RESULTADOS

A coleta de dados foi realizada no segundo semestre do ano de 2010, quando foram abordados 215 alunos da Graduação da EE/USP. Sendo eles do 1º ao 4º ano.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O termo mais usado pelos acadêmicos foi usuário, todavia, indiferentemente do termo a ser empregado na prática do cuidado, é importante ressaltar que os conceitos comuns de respeito à autonomia e serviço de saúde como um direito devem ser considerados. Da mesma forma, a relação desumana e a passividade devem ser deixadas de fora na relação dialógica que se pretende estabelecer entre os profissionais de saúde e o usuário-cliente-paciente.


Se você quiser er o Artigo completo acesse em: